Efêmero...
um viva a tudo que há, a tudo que já existiu.
segunda-feira, 5 de agosto de 2019
Terra molhada
Cheiro de grama
É a chuva
Que me banha
E me limpa a alma
E os trovões espantam meu medo
Enquanto eu mergulho
De olhos fechados
No frio da tempestade.
terça-feira, 30 de julho de 2019
Tarde de domingo
No céu limpo uma pipa,
Risos soltos do outro lado do muro
São os risos inocentes do amanhã.
E aqui eu tomo um gole de cerveja,
Perdido em contemplação
Entre a pipa no céu
E o meu desejo de voltar no tempo
E se voltasse?
Viveria tudo de novo,
Outra vez
A infância provoca nostalgia.
Gostaria de falar de amor
Mas falar de amor é descrever o intangível
Então, eu acho melhor falar
Do que eu vivi,
Da alegria a catarse.
Falar das vezes que meu coração pulou uma batida
E eu me vi sonhando com o que eu quero viver.
O amor escorre pelos momentos
Eternizado e indescritível
Perdidos em música
Movimentos espontâneos
Da noite os sonhos são feitos
De fumaça e impulso
Impulso no agir
No beijar
No se deixar levar.
Entre luzes e sons que acordam a vizinhança
Eles dançam
Guiados pela musica
São corpos perdidos no agora
Ritualística eletrônica
No escuro,
Na madrugada,
As costas cansadas,
Os olhos pesados
E fixos na tela.
É uma alegria inocente,
Encontrada
Em uma realidade virtual,
Entre bytes eles sonham.
Razão de amar
Amar sem razão
Amar sem motivo
Sem destino comum
Amar pelo que é
Você e eu
Te amo porque é você
E você me ama por que?
Niilismo particular
Não julgo
Não interfiro
Caminho lado à lado
De tudo aquilo que eu quero sentir.
Como uma correnteza tudo passa
E perdido em mim
Sou vazio
Estático em um mundo repleto de movimento
Perdido em admiração e empatia.
Postagens mais recentes
Postagens mais antigas
Página inicial
Assinar:
Postagens (Atom)