domingo, 24 de janeiro de 2010


Que cheiro é este...
podre, carne podre...
não, é sangue, é suor,
o lixo é podre,
eu sou isto, sou este
nojo, vicio e horror...


sou burguês e cheiro, exalo, o nojo
do consumo, do abuso
e assim saboreio o desigual...
o animalesco me excita, sou animal.
sou prazer, o descartável e o consumo...
ah... como eu amo...
ser o melhor...
estar sobre todos e pisar no crânio... de meus iguais...
somos todos animais,
tenho certeza de que vocês gostariam de estar no meu lugar.
a como é bom ser e estar...


sou ódio, adoração e louvor,
sou o apreço pelo barato,
a valorização do superficial.
o impessoal, o material,
a falta de tacto...



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