domingo, 23 de maio de 2010

gastrite




flagelo inflamado que em meu corpo arde,
fazes de mim... fraco e distorcido,
podre... morto.
reclamas em mim teu valor, pois sois forte...

o azedume que senti e guardo em minha memória
é intenso, como se as lembranças estivessem vivas.
tiras-te muitas vezes meu sono,
minha fome, meu pensamento.
esvaeceu minha carne em melancolia,
pois em mim permaneces viva,
trai meu raciocínio,
e aprisiona meus pensamentos...

sois forte
e o azedume teu
torna-me podre,
escravo teu,
impotente em meu próprio berço...
fracasso.

idealizo-te fora de mim,
pois não te desejo, nem jamais te quis...
Mas sois forte ao ponto de ignorar minhas vontades,
assim apresenta-te ora ou outra... sorridente,
infame sorriso que escalda...
enquanto perambula por entre minhas entranhas,
trazendo-me dor.

(muito dramático...)

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